Doença de Alzheimer: qual sua relação com a perda auditiva?

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A doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência, causada pela degeneração dos neurônios (células do cérebro). Ela acontece quando duas proteínas, a proteína beta-amilóide e a proteína tau, se depositam de modo anormal no cérebro, formando placas e emaranhados que prejudicam a comunicação entre os neurônios e provocam a morte celular, levando à atrofia cerebral. É caracterizada pela perda progressiva das capacidades cognitivas, sendo a perda da memória um dos seus sintomas mais conhecidos. Porém, as dificuldades na linguagem, na manutenção da atenção e na capacidade de planejar e executar ações motoras e ações mais complexas como, por exemplo, fazer cálculos, são outras manifestações importantes da doença.

O diagnóstico da doença de Alzheimer é clínico e depende da avaliação feita por um médico, que irá definir, a partir de exames e da história do paciente, qual a principal hipótese para a causa da demência. Recentes estudos sugerem que pessoas com perda auditiva não tratada são mais propensas a desenvolver a doença de Alzheimer ou outras formas de demência ao longo do tempo. De acordo com pesquisadores da Universidade John Hopkins e do Instituto Nacional sobre Envelhecimento, há evidências de que o cérebro de uma pessoa com perda auditiva, quando não recebe a ajuda adequada, pode acelerar o processo normal do envelhecimento e aumentar o risco de desenvolver demência. Esse time de neurocientistas investigou 639 pessoas com e sem perda auditiva realizando vários exames e testes durante aproximadamente 12 anos. Mesmo depois de levar em conta outros fatores que estão associados com o risco de demência, incluindo diabetes, pressão arterial elevada, idade, sexo e raça, a perda auditiva e a demência ainda estavam fortemente relacionadas. Os voluntários que tinham perda auditiva no início do estudo eram significativamente mais propensos a desenvolver demência no final. Em comparação com os voluntários com audição normal, quanto maior o grau da perda auditiva maior o risco de desenvolver a doença de Alzheimer.

Fonte de pesquisa Google

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